RSS
Categorias:

"Depois que entrei para o "CQC", virei o cara mais gostoso do mundo" diz Oscar Filho

domingo, 16 de novembro de 2008

Entrevista realizada pela Revista Quem!

Oscar Filho, o repórter do “CQC” ‘especialista’ em celebridades, conversou com a QUEM na última terça-feira, na sede da TV Bandeirantes em São Paulo. Filho do advogado Oscar e da inspetora de alunos Luzia, ele conta que sempre esteve ligado ao humor. “Acho que sempre fui o engraçadinho da turma.” Artista do gênero comédia stand-up, o atualmente repórter viu sua vida mudar quando um produtor do "CQC" lhe ofereceu uma vaga no programa. “Ele viu um vídeo meu no Youtube.

Ate então, não sabia que o site tinha tanta força.” A conversa com Oscar teve um tempo limitado, pois ele precisava ir para “uma pautoca com o Julio Iglesias”. Se a correria é típica da vida de um repórter, o humorista não esconde que o assédio está mais perto do sofrido pelas celebridades que costuma entrevistar. “Depois do “CQC”, me tornei o cara mais lindo, gostoso e fofo do mundo”, diverte-se.

Confira os melhores momentos da entrevista.

QUEM - Você já se sentiu intimidado ao saber que teria que entrevistar alguém?

Oscar Filho - Já. Com o Caetano Veloso, porque o cara é o cara e não tem nem o que falar. A conversa com ele seria sobre eleições, que é um assunto que ele gosta de falar, entende bem. .. poderia virar para mim e falar: "Moleque, cai fora". Era essa a pegada: será que ele vai achar as minhas perguntas idiotas? Na hora eu vou lá e faço, mas a preparação é que demora.

QUEM - Alguma piada já te deixou em maus lençóis?

O.F. - Aconteceu com o Zé do Caixão. Eu mal tinha começado a entrevista, precisava fazer uma pergunta para ele e não rolou. Falei da famosa unha, a coisa mais careta do mundo, e ele ficou nervoso. Era uma piadinha de nada: “se você tem a unha comprida, não deve ter dificuldade nenhuma de achar a ponta do durex”. Só isso. Mas ele se estressou muito. Na verdade, o que é muito legal do “CQC” é que a gente propõe uma brincadeira e, se a pessoa entrar nisso, a coisa flui muito bem. O ruim é quando o entrevistado não entende a piada, se leva a sério demais e ainda por cima te agride.

Foi o que aconteceu com o diretor de cinema Hector Babenco (Em março deste ano, Oscar perguntou ao diretor o que ele sentiria se dissessem que não existe nenhum diretor argentino naturalizado brasileiro à altura de Fernando Meirelles. Irritado, Babenco o chamou de bolha e lhe deu uma revistada)?

O.F. - Eu sabia que ele não ia gostar do que eu falei, mas não imaginava de jeito nenhum que fosse me bater. Me surpreendi muito, acho que isso ficou claro na tela. Encontrei com o Babenco duas vezes depois disso e me parece que ele quer continuar essa história, que repetiria a atitude de agressão... me pareceu, tá? Ele não falou isso.

Você se sente o mais 'folgado', o mais cara-de-pau da equipe?

O.F. - No caso do Hector Babenco, por exemplo, eu dei uma cutucada, mas eu queria fazer aquela pergunta. Como ator, eu fiquei indignado com a declaração que ele deu (em entrevista na época do lançamento de “O Passado”, o diretor disse que gostaria de fazer o filme no Brasil, mas não conhece nenhum ator à altura de Gael Garcia Bernal). Pensei: "Cara, como assim? O cara vem aqui, usa o dinheiro brasileiro e fala aquilo?". Acho que como eu vejo tudo o que acontece no programa como um cenário e as pessoas como personagens, deixo minha cara-de-pau uma oitava acima. Alí tudo posso, porque daí a câmera me protege.

Fora o Babenco, você teve prazer em alfinetar alguém?

O.F. - Não teve ninguém que eu quisesse mesmo cutucar. Eu não tenho uma característica de cutucar, de alfinetar. Teria muito mais vontade e cara-de-pau de alfinetar políticos - e sem dor na consciência. Eu acho que eles não me mandam para essas pautas por causa do meu tamanho (risos). Já me imaginou fazendo um “Proteste Já!”? O Rafinha tem 2m de altura, eu tenho um 1m68cm, se eu falo alguma coisa, o cara me dá um tapa na orelha (risos). Não imponho credibilidade nenhuma com a minha altura, mas não tenho medo de apanhar.

Você já se arrependeu de ter dito algo durante o programa?

O.F. – Sim, com o Junior Lima (Em um show da Família Lima, Oscar pediu a Junior que nunca mais cantasse e disse que, depois do fim da dupla com Sandy, ele finalmente teria a chance de dar algumas entrevistas). Quando eu fiz a matéria com ele foi engraçado. Ele riu, nos entendemos e a gente saiu numa boa. Da maneira que editaram, entretanto, ficou muito ruim para o Junior, ficou agressivo. Na hora que eu vi na TV eu não achei graça e falei: "da próxima vez que eu encontrar com ele vou pedir desculpas". Fui uma coisa que eu não queria ser... acho que o Junior não merecia e, por isso, me desculpei. Em muito pouco tempo os repórteres do "CQC" se transformaram em celebridades.

Como você sente isso?

O.F. – Eu acho engraçado, curioso e me faz pensar que tudo isso é um grande circo mesmo. Por exemplo, como eu sou ator, eu imaginava que um dia ia trabalhar na televisão - que é um lugar no qual você se projeta e ganha dinheiro de verdade, mais dinheiro do que no teatro – mas eu nunca imaginei que ia chegar alguém e dizer: "você é lindo, você é gostoso, você é um gato"... nunca tinha ouvido isso na minha vida. Depois que eu entrei para o “CQC”, eu virei o cara mais gostoso do mundo, o mais bonito, o mais fofo. Se eu sair da televisão, em três meses não vão mais estar falando isso. Me divirto, mas não entro nessa onda. Sei que não sou um galã, entendeu?

O assédio feminino é tão grande assim?

O.F. – Sim, sim. Se eu não estivesse namorando, era quase que estalar os dedos – é horrível falar isso, mas é verdade – e trocaria de mulher todo dia . Como eu namoro e amo minha namorada (Vanessa Morgado, também atriz), fico muito distante disso. Todo dia eu recebo e-mails perguntando se eu sou casado, pedindo encontros. Uma menina pediu meu telefone para um evento e quando eu perguntei que tipo de evento, ela me disse que seria na casa dela, com uma amiga, e perguntou quanto eu cobraria.

Com tanto publico interessado, vocês já pensaram em posar nus?

O.F. – Ah, não. Não sou sex simbol. Acho que não tem a ver... a mulherada quer ver uns caras bonitões, fortões. Não essas coisas molengas. Já tirei a roupa no Clube das Mulheres, dancei, está de bom tamanho. Acho melhor deixar a gente com o terno mesmo.

Você é tímido ou é só lenda?

O.F. – Eu sou um pouco. Dá pra perceber, não é? Sou introspectivo, um pouco reservado, bem longe do que aparece na TV. Não vou para baladas, não bebo, não fumo, não faço nada... sou o cara mais careta do mundo.

Grazi: 'Estou feliz, mas a batalha está só começando'

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Entrevista realizada pelo site Patrícia Kogut

Agora que estreou 'Negócio da China', Grazi Massafera, a protagonista da novela das 18h de Miguel Falabella, começa a colher os louros de seu trabalho como Lívia, a protagonista.

- Todo mundo que eu encontro na rua me incentiva, diz que está gostando. Mas a batalha está apenas começando, não quero respirar aliviada porque sei que tenho muito trabalho pela frente - diz.

E quando ela diz "muito trabalho" está falando sério. São poucas horas de sono e muitas de gravação e estudo. A atriz até emagreceu.

- Perdi um quilo nesse processo, e, como parei de malhar, minhas pernas e braços já afinaram. Mas estou comendo direitinho porque não quero emagrecer.


O sotaque ainda é o seu maior desafio.

- Tenho que controlar muito os erres e me esforço para não engolir a sílaba final para não soar como mineira. Passei muitos meses fazendo a Florinda em 'Desejo proibido' e o sotaque era forte.

Como ninguém é de ferro, as noites são dedicadas ao namorado, Cauã Reymond, de quem ela é vizinha no Recreio dos Bandeirantes:

- Saio do Projac lá pelas 20h e vou direto para a casa dele. A gente estuda juntos. E namora muito, é claro!

Malvino Salvador: 'Tem gente que fala: tá pegando um mulherão hein'

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Malvino Salvador, que vem esquentando a audiência de "A favorita" com o triângulo formado por Damião, Dedina (Helena Ranaldi) e Elias (Leonardo Medeiros), adianta que, nos próximos capítulos, Damião começará a ter sérias crises de consciência. Mas que ele não terá coragem de contar ao prefeito o que está acontecendo. - Eles devem ser flagrados pelo prefeito - conta.

Malvino tem escutado de tudo um pouco nas ruas. O ator conta que há quem ache o "fim" o seu personagem trair o melhor amigo, o prefeito Elias (Leonardo Vieira), tendo um caso com a mulher dele, Dedina. Por outro lado, tem telespectador que cumprimenta Malvino por ele ficar "com uma mulher tão linda" na novela, não importando que ela seja casada muito menos com quem.

- Tem gente que recrimina e tem gente que fala: 'tá pegando um mulherão, hein'. Acho mesmo que o povo quer ver o circo pegar fogo - diverte-se Malvino.
Já o intérprete acredita que Damião é um homem íntegro, apesar de, no momento, estar demonstrando ter um caráter "tão dúbio".

- Eu, como espectador, também não sei direito quem o Damião é. Ele tem uma coisa oculta. Estava pensando nisso anteontem. Está sendo bacana porque não é um personagem óbvio. Mas acredito que o Damião é bem-intencionado.

Mas por que está ficando com a mulher do melhor amigo, então?- Ele começou a perceber uns olhares dela. Partiu da Dedina esse interesse. Ela começou a instigá-lo. E como ela é uma mulher linda, ele não resistiu. Mas volto a dizer que eu não acho que ele seja um pilantra. Ele só não segurou o desejo, que é algo irracional.

Fonte: Patrícia Kogut

Mas Sabrina garante: ''Eu tenho muito mais a acrescentar''

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Entrevista da Revista Contigo!


Engana-se quem pensa que a musa do Pânico na TV, da Rede TV!, é apenas um corpinho, aliás, um corpão bonito. A descendente de suíço, libanês e japonês, de 27 anos, é um perfeito moleque. Adora brincar, bagunçar, zoar e apelidar as pessoas. No apartamento tríplex que divide com os dois irmãos, Karina e Karin, na zona oeste de São Paulo, Sabrina é conciliadora, amiga e a mais engraçada dos três. Apesar da imagem sexy a que ficou rotulada, ela mostra, sem esforço algum, que sua praia é mesmo o humor, a diversão e a alegria. Sabrina é uma palhaça perfeita!


Outros papéis


''Há um tempo fiz um papel no filme A Cartomante (em 2004). Eu tinha feito muitos cursos, de atriz, balé e teatro. Então fui chamada para fazer uns testes e acabei fazendo uma personagem, mas foi apenas uma ponta, apareci no máximo três minutos durante todo o filme.'' Apesar de atuar na TV e de já ter feito alguns cursos, a morena acha que ser atriz não é a dela. ''Eu sou muito caricata para ser atriz, eu já fiz algumas coisas no teatro, mas eu gosto do que eu faço, eu gosto de apresentar e quero continuar minha carreira como apresentadora. Acho que ainda posso melhorar muito nessa profissão.''


Eterna musa da Playboy


''Eu não quero saber qual é a referência que as pessoas têm de mim. Ou se elas me vêem de um jeito ou de outro. Acho que elas têm que me ver pessoalmente (risos). Pessoalmente, eu tenho algo a acrescentar. Eu nunca foquei minha carreira na sensualidade. Eu nunca quis ser sensual, aliás, não me acho sexy. Eu sou atrapalhada, se você pedir para eu piscar, eu não vou saber fazer. Se mandarem eu jogar um beijo, eu também não saberei. Eu não sei usar nenhum artifício que uma pessoa sexy usa. Eu sou apenas espontânea. Eu não sou o tipo de mulher que tem uma voz ou um jeito atraente de falar. Isso está muito longe do que eu sou.''


Sabrina, os meninos e as brincadeiras


''Eu me dava muito bem com os meninos, mas era só farra, aquele lance de turma do fundão. De um sacanear com o outro, de colocar apelidos, de brincar de lutinhas. Mas eu tinha algumas amigas também, e era para elas que eu contava meus segredos. Agora, com os meninos o relacionamento era mais fácil porque eles me tratavam como um deles. Eu era mais um moleque. Não tinha nenhuma diferença entre mim e eles. Acho que por isso, talvez, goste tanto de trabalhar com homens. Eles falam logo na cara, não enrolam. Já as mulheres sempre arrumam um jeito de ficar explicando as coisas, e é isso que os meninos não entendem. Eles são muitos diretos e falam tudo, doa a quem doer. Por isso, é mais fácil de lidar''.


Pânico: divertimento full time


''Eu convivo mais com a turma do Pânico (onze homens - até daria um filme) do que com qualquer outra pessoa da minha família. Eu os vejo todo santo dia. E eu sou a única 'mina' desse grupo. Nem a produtora agüenta os meninos (risos). Mas agora tem a Amanda, que está lá há pouco tempo, e é mãe de todos. Eles me sacaneiam o tempo todo e eu sacaneio com eles também. Eu aprendi a atirar sarro da cara deles. Apesar de que, isso eu já fazia há muito tempo, desde criança. Sempre coloquei apelido nos outros. Brinquei e zoei muito com as pessoas. Eu estava tirando um sarro e às vezes a pessoa nem percebia. Eu faço isso direito, eu adoro gozar. No programa, por exemplo, todo mundo tem apelido. O Carioca, que tem hemorróidas, é chamado de couve-flor. Já o Bola (Marcos Chiesa) é conhecido como Shamu (risos). Quando ele chega no programa: 'Lá vem o Shamuuuuu' (em referência ao nome da orca-símbolo do parque de diversões Sea World, nos EUA).''


Caipirinha


''Isso não me incomoda nem um pouco, porque é a minha raiz. Eu sou de Penápolis, interior de São Paulo. Se o meu sotaque de caipira não me atrapalhar no trabalho, eu continuarei falando assim. Mas se um dia eu apresentar o Jornal Nacional, aí eu vou procurar uma fonoaudióloga. E vou falar para ela 'você tem uma semana para tirar esse sotaque de mim' (gargalhadas).''


Uma vereadora engraçada


''Ah, isso é sacanagem. Alguns partidos queriam que eu me candidatasse para vereadora em 2008, mas eu não quis. Eu não dou conta nem da minha vida, vou dar conta de uma cidade, de decidir e aprovar leis? Não dá. Eu acho que existem outras maneiras de ajudar, e ser vereadora não seria a melhor. Eu não nasci para a política. Não tenho colhão para isso. Meu avô foi vereador durante 28 anos e meu pai também. Mas acho que a gente não pode brincar com essas coisas.''


A pinta na testa


''Acho que incomoda mais às pessoas do que a mim. Uma vez falei que tiraria, de tanto que as pessoas falam. Mas na verdade gosto dela, porque tem um valor sentimental, espiritual. Eu acho que se tirá-la eu perderei meu poder, assim como Sansão (personagem bíblico) perdeu o seu poder quando cortou os cabelos (risos). Eu não consigo me controlar, estou brincando. É tudo zoeira. Eu ainda não tirei a pinta porque não tive tempo. Mas para mim, não faz diferença. Eu me incomodo muito mais com o meu nariz do que com a minha pinta. Meu nariz é meio tucaninho, meio Tony Ramos, meio Luciano Huck (risada geral).''


As últimas pérolas


No dia em que conversamos, Sato estava a caminho de uma loja da Suzuki, na Lapa, onde acontecia a inauguração da nova linha de motos da marca. Quando chegamos ao local: ''Vixe! Amor, pelo amor de Deus, segure a minha bolsa e não solta de jeito nenhum'', pediu a moça ao namorado Ernani Nunes, que acompanhou toda a nossa conversa, quietinho no seu canto. Quando entrou na loja, repleta de homens ávidos para ver a musa, que estava com um microshorts jeans e uma camiseta baby-look, Sabrina foi logo dizendo: ''Eu sei, vocês só vieram aqui para comer e beber não é?''.

"Tinha preconceito com a TV", diz Caco Barcellos

segunda-feira, 25 de agosto de 2008


Quem vê o jornalista Caco Barcellos, 58, no comando do programa "Profissão Repórter", da Globo, não imagina que o repórter, que já foi correspondente internacional por seis anos, teve dificuldade para se adaptar ao telejornalismo. "Tinha preconceito com a TV, onde é tudo muito rápido. Sofri no começo, mas logo me adaptei", contou.


Em entrevista à Folha Online, Barcellos fala com prazer de sua carreira, que começou em jornais e revistas e depois seguiu para a televisão. Ele afirma não ter planos para o futuro, mas não pretende se aposentar.


O jornalista, nascido em Porto Alegre (RS) e autor de livros premiados como "Rota 66" e "Abusado", comentou também como era o trabalho durante a ditadura militar (1964-1985), a atuação da polícia após a publicação de seu livro, "Rota 66" e histórias de sua carreira.


Folha Online - Você trabalhou em jornais e revistas, mas prosseguiu na televisão. Já havia essa preferência pelo telejornalismo ou a vida o levou a esse segmento?


Caco Barcellos - Trabalhei dez anos no impresso e tinha preconceito com a TV. Era um apaixonado pelo texto. Naquela época alguns veículos publicavam 40 laudas! Entre 1979 e 1980 morei em Nova York (EUA), daí fiquei mais interessado em televisão. Como vinha de revista, estranhei no começo: antes tinha três horas para pensar em uma frase. Na TV é tudo muito rápido. Sofri no começo, mas logo me adaptei e estou até hoje.


Folha Online - Como foi trabalhar no regime militar?


Barcellos - Na época dos militares, os gabinetes de autoridades eram extremamente fechados. Hoje, é o contrário: eles são muito abertos, o que é perigoso, pois o jornalista fica à mercê de interesses políticos. Foi um período muito rico, pois tínhamos de contar a história com as fontes oficiosas. Quanto mais longe do gabinete, mais chance de se aproximar da verdade. Pessoas simples nos recebiam e denunciavam. Hoje, com o programa, a gente pratica isso.


Folha Online - Em sua opinião, houve mudança na atuação da polícia após a publicação do seu livro, "Rota 66"?


Barcellos - No Rio, mudou para pior. Em São Paulo estão matando menos, mas ainda há grupos que resistem e continuam no esquadrão da morte. Mas houve uma evolução: antes, eles eram julgados pelos militares. Agora, o julgamento é semelhante ao civil.


Folha Online - Há alguma história curiosa dos tempos de correspondente internacional?


Barcellos - Em 1979, fui cobrir um acidente nuclear em Three Mile Island [Ilha de Três Milhas, na Pensilvânia], nos Estados Unidos. Fiquei impressionado: era uma tragédia, algo que podia atingir a toda a humanidade. Havia uma área gigantesca de gado, e a radiação afetou a grama que o gado comia. Conseqüentemente, contaminaria o leite, a carne e uma fábrica de chocolates que funcionava no local.


Uma cena que eu nunca vou esquecer é a cidade sendo esvaziado. Quando cheguei, vi de um lado da estrada os carros em fila, um congestionamento enorme, todos querendo fugir. A outra pista estava vazia, apenas eu e um grupo de latinos. Fui como voluntário. Pretendo voltar lá quando esse caso completar 30 anos [março do ano que vem] para ver como está.


Folha Online - Há algum projeto ainda a realizar?


Barcellos - Não tenho planos que vão além de uma semana. Estou envolvido apenas com o programa. E não pretendo me aposentar.


Folha Online - O que gosta de fazer quando não está trabalhando?


Barcellos - Adoro ler. Tenho lido muita coisa relacionada às pautas. Gosto de jogar futebol, passear, andar sem rumo. Não abro mão de me envolver nas reportagens, mas gosto de vagabundear, ficar sem fazer nada.


Glória Menezes: 'Não tenho pena de Irene'

domingo, 17 de agosto de 2008

Entrevista realizada pelo site Patrícia Kogut

Glória Menezes considera Irene, sua personagem em "A favorita", a responsável por tudo que está acontecendo na história de João Emanuel Carneiro.


Afinal, foi por ela que Flora (Patricia Pillar) procurou assim que saiu da prisão, ainda no primeiro capítulo. Enganada desde então, Irene virou uma defensora da verdadeira assassina de seu filho.
Pena da personagem? Glória garante que não tem.


— Não tenho pena, não fico sofrendo por ela. Eu não sou de ficar remoendo o que a personagem vive. Gosto de acompanhar a história, mas nem saber antes eu quero. Adoro receber os capítulos, aí sim vou saber o que vai acontecer ou não e me distraio com o texto — revela a atriz.


O que Gloria já sabe é que Irene não vai descobrir tão cedo que Flora é má. Mas a revelação deve vir aos poucos.


— Acho que vai ser um choque muito grande, mas quero que venha aos poucos, não gostaria que ela descobrisse tudo de uma vez. Quero conhecer melhor a Irene, que é cheia de emoções. Quero vivê-las por mais tempo — comenta.


Do possível envolvimento com Copola (Tarcísio Meira), ela jura que nada sabe:


— Eu não quero saber, na verdade. Mas já gravamos uma cena em que um diz para o outro que eles não podem deixar os netos (Lara e Cassiano) cometerem o mesmo erro que eles.


Aos 73 anos, Glória está enfrentando dupla jornada. Além da novela, ela está em cartaz, no Rio, com a peça "Ensina-me a viver".


— Estou muito feliz, a peça é um sucesso, a novela também. Nunca pensei que estaria vivendo um momento com esse com a minha idade e aos 54 anos de carreira — comemora.

Fonte: Patrícia Kogut

Luciana Gimenez: 'Eu gosto de barraco'

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Entrevista pelo site Patrícia Kogut

Há sete anos no comando do "Superpop", na Rede TV!, Luciana Gimenez diz que não se incomoda com as críticas. A apresentadora afirma que só fica chateada quando percebe maldade ou injustiças no que foi dito ou escrito sobre a sua performance à frente do programa diário.

— Eu não ligo muito, não, a não ser que seja rude ou injusto. Aí, eu fico brava e revoltada. Uma vez disseram que eu era homofóbica. Que isso, tenho nada de homofóbica, trabalho cercada por gays, adoro todos eles. Mas, se a crítica é construtiva, eu tento aprender com o que foi dito. E sigo os conselhos que julgo serem relevantes — garante ela.

Luciana não participa das reuniões de pauta do Superpop, mas conta que aprova ou desaprova convidados e temas. Ela também fica de olho nas opiniões que recebe do público.

— Leio todos os e-mails, sei o que o público quer, o que dá audiência. E eles querem se divertir, chegar do trabalho e ter uma alternativa às novelas. Conflito social dá ibope. Por isso eu coloco os barracos no ar, as pessoas gostam. Eu gosto de barraco — declara.

Luciana afirma que faz um programa para o público, com o que ele quer ver. Mas que tenta, às vezes, ajudar as mulheres com o que leva para o ar.

— Recentemente, fizemos um programa lindo sobre parto natural. Eu queria mostrar como é melhor ter um bebe dessa maneira. Eu tive o meu assim, contei minha história, dei exemplo. Sabe quanto deu de audiência? Dois pontos e meio. Quando eu coloco uma briga ou algum outro tema polêmico dá 6. O que vou escolher? O programa precisa de anunciantes, todo mundo sabe disso. Para dar audiência, tenho que mostrar o que eu sei que o meu público vai assistir — afirma ela, sem medo.

Mesmo com temas polêmicos e com discussões de baixo nível, a apresentadora afirma que não aprova várias sugestões da produção e da direção.

— Eu deixo de fazer várias perguntas, com o diretor berrando no meu ponto, pedindo mais de dez vezes para eu perguntar. Mas, quando eu acho desnecessário, quando acho que vai ofender o entrevistado, eu não faço — diz ela.

De acordo com Luciana, vários assuntos seriam proibidos no palco do Superpop.

— Eu veto muitas coisas. Não gosto de falar de policiais, eles já sofrem muito, ganham pouco, trabalham o tempo inteiro se arriscando. Não gosto de falar de modelos que têm celulites. Poxa, todo mundo tem celulite, um dia podem querer falar das minhas, acho ruim, antiético. E também não discuto casos de atraso de pensão alimentícia. É um tema que envolve crianças, acho ruim. — explica.

Mas, então, por que falou, e muito, do caso da menina Isabella Nardoni?

— Ah, isso tem a ver com a morbidez do ser humano. Pus no ar porque estava todo mundo curioso, querendo saber mais. E eu também, é claro — admite.

Fonte: Patrícia Kogut